Gene Kelly em uma das mais graciosas cenas do cinema. Aliás, se o amigo leitor ainda não viu Cantando na Chuva, não deve conhecer a atriz Debbie Reynolds, nem o esfuziante ator Donald O'Connor. Trata-se de um filme contagiante, que o deixará, pobre leitor melancólico, sorridente por algumas horas. E para tornar ainda mais agradável a audição deste pedaço de clássico, cante junto, dançando e sorrindo:
I'm singin' in the rain
Just singin' in the rain.
What a glorious feelin'.
I'm happy again.
I'm laughin' at clouds
So dark up above.
The sun's in my heart
And I'm ready for love.
Let the stormy clouds chase
Everyone from the place.
Come on with the rain.
I've a smile on my face.
I'll walk down the lane
With a happy refrain,
And singin', just singin' in the rain.
(Arthur Freed)
segunda-feira, julho 31, 2006
Dance na chuva.
Oferecido por
Gérri Rodrian
domingo, julho 30, 2006
Para os olhos e ouvidos aguçados.
Hoje, ouça e veja Nicole Kidman. Mulher que nos parece irreal. Veja algumas de suas fotos aqui, aqui, aqui e aqui. Ou aqui (ufa!). Abaixo, um vídeo com a agradável versão do clássico Something Stupid, sucesso de Frank e Nancy Sinatra. A musa Nicole vem acompanhada do simpático e competente crooner Robbie Williams.
Oferecido por
Gérri Rodrian
Crônica Dominical
I
Eu sei. Blogs, em geral, não passam de certa "autopublicação" vaidosa. No meu caso, talvez se trate tão somente de uma masturbação criativa. Posso mostrar a alguns leitores distantes, bem poucos é verdade, algumas coisas que andei fazendo na vida. E uso assim um pouco da minha quase doentia vontade por criar - uma vez que a vida prosaica (e no entanto bela) me convoca a sobreviver, ganhar meus trocados como servidor público - e bem sabemos como uma vida de certos luxos e vícios acaba nos custando muito. Ora, muitos e muitos amigos sofrem da mesma e terrível enfermidade. Muitos sujeitos criativos vivendo num canto do mundo onde não há muita chance para o desenvolvimento de gênios. Muitos, amanhã, estarão amofinados nalguma tediosa repartição... Quiçá conheçamos novos tempos.
II
Como muitos devem saber, meu sobrenome não é exatamente Gérri Rodrian. Foi o nome que escolhi há quase vinte anos para assinar meus trabalhos. Rodrian vem de uma pouco inspirada associação de "Rodrigues de Andrade" e hoje me seria impossível ter qualquer outra alcunha. Sou Rodrian mesmo. Acho que sempre fui. E curioso por este nome, há alguns anos, pelo Google, encontrei uma excelente cantora de jazz cujo nome é Alexia Rodrian. Ela possui um sítio muito bom, onde inclusive podemos ouvir trechos de suas boas gravações.
III
Ela nasceu em Munique. Viveu em Roma, Paris e Nova York. Deve ter uma boa família. Deve achar um absurdo o que dizem dos países da América Latina. E nem deve estar acostumada à miséria que nós, brasileiros, tanto conhecemos. Viveu em lugares onde há o mínimo de respeito - de um lado e de outro. Em lugares tão diferentes daqui, onde políticos roubam verba destinada ao leite de pequenos carentes e ainda são reeleitos, onde parte inacreditável dos impostos são desviados sem que haja qualquer motim popular, onde tudo e todos chafurdam numa corrupção das mais descaradas. Inevitável imaginar que se trate de uma prima rica, de outros costumes, boa educação e casa grande. E que sou como o parente bastardo da senzala, que um dia resolve encaminhar uma carta, pedindo qualquer migalha. Nem que seja uma rápida visita a esta revista virtual. À minha tão humilde masturbação.
(Todos os domingos, enquanto me houver forças, uma nova crônica.)
Eu sei. Blogs, em geral, não passam de certa "autopublicação" vaidosa. No meu caso, talvez se trate tão somente de uma masturbação criativa. Posso mostrar a alguns leitores distantes, bem poucos é verdade, algumas coisas que andei fazendo na vida. E uso assim um pouco da minha quase doentia vontade por criar - uma vez que a vida prosaica (e no entanto bela) me convoca a sobreviver, ganhar meus trocados como servidor público - e bem sabemos como uma vida de certos luxos e vícios acaba nos custando muito. Ora, muitos e muitos amigos sofrem da mesma e terrível enfermidade. Muitos sujeitos criativos vivendo num canto do mundo onde não há muita chance para o desenvolvimento de gênios. Muitos, amanhã, estarão amofinados nalguma tediosa repartição... Quiçá conheçamos novos tempos.
II
Como muitos devem saber, meu sobrenome não é exatamente Gérri Rodrian. Foi o nome que escolhi há quase vinte anos para assinar meus trabalhos. Rodrian vem de uma pouco inspirada associação de "Rodrigues de Andrade" e hoje me seria impossível ter qualquer outra alcunha. Sou Rodrian mesmo. Acho que sempre fui. E curioso por este nome, há alguns anos, pelo Google, encontrei uma excelente cantora de jazz cujo nome é Alexia Rodrian. Ela possui um sítio muito bom, onde inclusive podemos ouvir trechos de suas boas gravações.
III
Ela nasceu em Munique. Viveu em Roma, Paris e Nova York. Deve ter uma boa família. Deve achar um absurdo o que dizem dos países da América Latina. E nem deve estar acostumada à miséria que nós, brasileiros, tanto conhecemos. Viveu em lugares onde há o mínimo de respeito - de um lado e de outro. Em lugares tão diferentes daqui, onde políticos roubam verba destinada ao leite de pequenos carentes e ainda são reeleitos, onde parte inacreditável dos impostos são desviados sem que haja qualquer motim popular, onde tudo e todos chafurdam numa corrupção das mais descaradas. Inevitável imaginar que se trate de uma prima rica, de outros costumes, boa educação e casa grande. E que sou como o parente bastardo da senzala, que um dia resolve encaminhar uma carta, pedindo qualquer migalha. Nem que seja uma rápida visita a esta revista virtual. À minha tão humilde masturbação.
(Todos os domingos, enquanto me houver forças, uma nova crônica.)
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