domingo, agosto 06, 2006

4h 47min... Insones.


Roy Lichtenstein, quase um pop-star entre os desenhistas, em um sítio absolutamente completo.

Os deuses mais lindos.

Não existe ateu mais respeitoso e apaixonado pelos deuses todos. Creio eu, até, que devemos mesmo cantar aos deuses. Vividamente cantar, a todos eles.


Em 2001, escrevi A primeira vez que ouvi Latim, tragicomédia que apresenta uma revisão da mítica danação de Acteão, que cometeu a loucura de ver Diana, a deusa virgem, nua, ao se banhar. Mas ora! Que Acteão é este que resistiria? Na primeira cena do espetáculo, as ninfas que acompanham Diana em seu citado banho entoam a canção que agora lhes apresento, meus amigos imaginados. Gravada em 2003, tem a participação de meu velho amigo Thélio Romagnolo, com seu contrabaixo elétrico. Canção dos meus tempos de USP, em que eu vivia obcecado por Catulo, Horácio, Ovídio e todos aqueles germinadores.

Propaganda de uma propaganda.


Ora, não se trata da divulgação de qualquer produto ou empresa. Eu apenas gosto de publicidade tanto quanto de sorvete de flocos e, vez ou outra, as agências nos brindam com propagandas de muita elegância e inteligência. Trata-se de arte, não tanto pelo efeito retórico ou pela sua funcionalidade, mas por este poder mágico de deixar qualquer coisa realmente bela, mesmo para os olhos já treinados. Assim, neste nosso tão esnobe blog, além dos desenhos animados, dos musicais, dos filmes mudos, teremos a chance de julgar com outros olhos aquilo que muitas vezes nos passa tão discretamente.