Em trinta anos um homem qualquer teve já uns 3000 objetos de desejo... A imaginação é farta e vai longe o pensamento. Vai de volta para o futuro, em multiplicações e combinações diversas. A atriz daquela novela, a modelo daquele catálogo, a vizinha que lava o carro, a prima de cara esperta, em toda a sorte de cantos: a praia, o claro, o escuro, o carro, o mundo. E até a imaginária foda em distantes terras, distantes tempos, numa sempre perfeita combinação exótica de gente e espaço. Porque mesmo a masturbação mais inocente prevê um contexto verossímil. Sem esse eixo lógico não há excitação. É necessário estabelecer mesmo os segundo anteriores ao gozo sonhado - que a beleza e o espanto sustentarão aquele tesão danado.
Sei de um caso em que a moça sonhava com a pegação num quintal, entre a roupa estendida, mangueiras e os cães. Mas imaginava também o homem certo, forte como um entregador de gás. E assim compunha na mente o pequeno curta-metragem necesário ao gozo. Outro caso, um sujeito amigo confessou-me gostar de onanismo com cerveja. Mas a cerveja não era naquele momento uma bebida. Um desidratante, talvez.
Há aqueles que gostam sempre dos mesmo tipos de moça. Outros preferem ouvir Sex Pistols. Cada coisa... Mas pouco se conversa sobre isto. Muito se presume, se especula. É o mistério dos mistérios! Já lhes disse: em meu tempo de moleque não havia tantos recursos e colheres de chá aos adolescentes. Uma fotinho pequenina bastava. Uma foto sem nu servia. Uma foto de um rosto, na capa de uma revista de cinema. Ou até um vídeo clipe na televisão.
Esta semana, no sentido literal, homenageio um objeto de desejo de muitos e muitos marmanjos (e muitas marmanjas, também) nos últimos vinte anos. A inesgotável Madonna, que já teve todas as caras possíveis e é provavelmente a grande artista feminina da história do mundo pop, tal qual Elvis Presley o é no mundo masculino. Pra começar, compreensível leitor, uma boba música daquelas horas, Cherish.
Sei de um caso em que a moça sonhava com a pegação num quintal, entre a roupa estendida, mangueiras e os cães. Mas imaginava também o homem certo, forte como um entregador de gás. E assim compunha na mente o pequeno curta-metragem necesário ao gozo. Outro caso, um sujeito amigo confessou-me gostar de onanismo com cerveja. Mas a cerveja não era naquele momento uma bebida. Um desidratante, talvez.
Há aqueles que gostam sempre dos mesmo tipos de moça. Outros preferem ouvir Sex Pistols. Cada coisa... Mas pouco se conversa sobre isto. Muito se presume, se especula. É o mistério dos mistérios! Já lhes disse: em meu tempo de moleque não havia tantos recursos e colheres de chá aos adolescentes. Uma fotinho pequenina bastava. Uma foto sem nu servia. Uma foto de um rosto, na capa de uma revista de cinema. Ou até um vídeo clipe na televisão.
Esta semana, no sentido literal, homenageio um objeto de desejo de muitos e muitos marmanjos (e muitas marmanjas, também) nos últimos vinte anos. A inesgotável Madonna, que já teve todas as caras possíveis e é provavelmente a grande artista feminina da história do mundo pop, tal qual Elvis Presley o é no mundo masculino. Pra começar, compreensível leitor, uma boba música daquelas horas, Cherish.