domingo, novembro 12, 2006

Projeto Fumaça nos Olhos.

Vez ou outra vou postar um vídeo ou música ou foto que possa de alguma maneira indicar o que se verá em "Fumaça nos Olhos". Vivem a me perguntar a cara que terá o evento. Pois bem, deixo algumas pistas. Abaixo, ela. Louise Brooks. A mais intrigante entre todas as belas do cinema, em toda a sua história. Um começo. E aliás, a música que anima o clipe certamente não se verá em cena. Não que eu considere The Killers algo exatamente ruim. Acho até bem razoável. Mas é que sou mais de cantar outras bossas.

Simbologia e Inoperância.

Avril Lavigne canta umas músicas que somente uma criatura de quinze anos pode considerar de alguma valia. Mas que a moça é fotogênica, isso é bem perceptível, sobretudo para os sujeitos de trinta anos, cuja preferência por moças tão jovens é quase uma obrigação. E eu chego quase a gostar das músicas da moça - nos clipes tão somente. Alguém já percebeu a boca desta moça quando está a cantar?

Para fotos e papéis de parede desta pequena, visite este e este.

Crônica Dominical

Tem gente que pode bem me considerar um imbecil. Bem sei que há. Há quem eu considere mesmo uma besta quadrada. Há quem mereça uma certa inveja e há quem eu quase ignoro. Mas não obstante esta rede de intrigas, que parte de nós e se encerra às nossas costas, há o que se dizer de "coletivas fraquezas". Algo que nos une, a todos, nos coloca num mesmo balaio, que muita gente chama de Planeta, e não nos permite, enfim, aquela soberba cretina que vez ou outra nos ameça tomar a pele, feito aquele alienígena simbiótico que enlouqueceu Peter Parker e acabou por se transformar no histriônico Venom.

Entre as tais fraquezas, está aquela mania de repensar o já pensado, firmado em cartórios metafísicos, em acordos entre os principais ministros da governança pessoal. É um tal de ter uma idéia, se apaixonar por ela, sair correndo ao mundo com panfletos e de repente, bem de repentemente, surgir aquele pensar cruel: "quo vadis?". Ora, quem jamais se cansou de pensar em algo que ainda nem mesmo se fez? Houve inclusive uma história bem real de um sujeito que de tanto esperar e batalhar por uma viagem acabou por se cansar. Um certo nojo lhe tomou há poucos dias de viajar para o destino sonhado. Não foi a qualquer lugar. Calou-se apenas.

Talvez a masturbação das idéias, essencial para a continuidade das coisas, lhe tenha mesmo estafado. E eu, como todos que aqui estão, diante deste monitor, somos como aquela criança gorda que, num dado momento, não mais consegue pensar no doce de leite primordial.

Nestas horas, melhor mesmo é ficar quieto, num silencio de doer. Tudo se conserta depois, após o exílio e o banho. Após o amor e a reflexão financeira. Após o cigarro que se fuma sozinho, diante da sua imagem amorfa, que é ao mesmo instante boa, otimista e criativa e é cansada, desesperançada e irritadiça.

Ou como eu já deveria ter cunhado nalguma plaqueta que enfeitasse a porta de meu escritório: o silêncio é tão fundamental quanto a música que nos faz dançar durante a madrugada.