Não me empolgo. Em verdade, chego a me irritar com propagandas que exultam o tal espírito natalino e a priorização do consumo, seja ele de que tipo for. Não me empolga. Fico até mesmo desanimado. Isso de colocar luzes e árvores de natal pelo mundo... Tanto comércio, tanto comércio. Não fosse um decreto assinado pela minha dona, eu passaria a noite de natal em casa, jogando uma eletrizante partida de Winning Eleven e comendo tão somente o que como todos os dias. Nem ligaria a ninguém, desejando feliz qualquer coisa.
Do Natal, além dos clássicos filmes, como A Felicidade não se compra, obra-prima de Frank Capra, dos panetones (que deveriam existir o ano todo!) e dos felizes feriados, nada mais me interessa. E nem sou assim tão monstruoso pela minha condição de ateu inconformado. Apenas não me toca um rito que é pura sacanagem capitalista. Bah! Será que ninguém mais percebe o automatismo destas comemorações? Alguém logo que me dirá que "o símbolo redime" ou que é necessário ao homem buscar pelo ritual coletivo... Pois que seja. Mas realmente não me interessa. Vou aos encontros pelos outros, jamais por mim.
E nesta época do ano, como já comentei a alguns meses, fica em evidência novamente aquele belo fetiche de promíscuos e profanos: as senhoras Santa Claus. Não obstante o ridículo de uma imagem erótica entre o velho barrigudo Noel e a menina chaupeuzinho vermelho menos vestida, algo é inegável: as moças todas ficam belas, com este vermelho tão promíscuo e profano. As grandes lojas da cidade sabem muito bem disso tudo.
terça-feira, dezembro 19, 2006
O espírito natalino.
Oferecido por
Gérri Rodrian
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Feito um dos sete anões.
Que a Branca de Neve desta casa não me escute, mas Beyonce Knowles é mesmo do tipo arrasa quarteirões. Tem bela estampa e tem uma bela voz - um tanto clone de outros clones, além de um repertório pobre como a época em que vive... Hum, estarei sendo duro? Não sei ao certo, sou velho demais para gostar e novo demais para ignorar.
Beyonce é daquelas mulatas de matar dono de padaria, de parar a avenida e levantar roda de samba. Como naquela "morena boca de ouro que me faz sofrer, o teu jeitinho é que me mata...", que João Gilberto cantava no tempo de fartura da música brasileira, desvendando o arquétipo brasileiro da bela negra manhosa. Algo que hoje sobrevive na ginga de Elza Soares e na parte feminina de Ronaldinho Gaúcho.
Beyonce é daquelas mulatas de matar dono de padaria, de parar a avenida e levantar roda de samba. Como naquela "morena boca de ouro que me faz sofrer, o teu jeitinho é que me mata...", que João Gilberto cantava no tempo de fartura da música brasileira, desvendando o arquétipo brasileiro da bela negra manhosa. Algo que hoje sobrevive na ginga de Elza Soares e na parte feminina de Ronaldinho Gaúcho.
Mas a morena por vezes embranquece, alisa os cabelos e muda o modo de se maquiar. Nos comerciais abaixo ela tanto me parece Shakira, quanto Monica Belucci. Todas belas e no entanto parecidas... E creiam, moças, neste homem: cabelo é bacana, de todo modo é. Belo pode ser de qualquer jeito. Michael Jackson, feito um sansão das raças, perdeu o que tinha de mais belo quando transformou o seu corpo. Tornou-se fosco e profundamente feio.
Oferecido por
Gérri Rodrian
A Queda.
Alguns artistas têm seu auge num certo momento e depois restam como sombra. Ficam em verdade uns chatos. Roberto Carlos, por exemplo, foi gênio durante um tempo e depois ruiu. Uma pena que tenha conseguido duas obras tão distintas. Melhor, para a história seria (e não exatamente para a sua conta bancária) se tivesse calado, tornado-se uma lenda muda e reclusa. Mas cabe ao bom ouvinte ignorar a bobagem e se agarrar ao que é clássico. Tal observação vale para muita gente que já apareceu na música popular. Até Fábio Júnior pode assim ser enquadrado, nas devidas proporções críticas. Começou mesmo bem, com até alguma força - os mais velhos certamente se lembrarão daquela coisa meio cafona de cantar sentado, no palco do Globo de Ouro. Era quieto e enxuto. Mas acabou tornando-se um ridículo histriônico, brega até os ossos. E tantos outros tiveram um repertório piorado com o passar dos anos. Até mesmo Michael Jackson. Este começou bem demais. Era um artista alegre e profuso. Foi até um tanto inovador, sendo a um só tempo simpático e esfuziante. Mas o seu embranquecimento e o empobrecimento da cultura americana - ou seja, da cultura global - trouxe um... Bem, não nos preocupemos com o que é irregular. Apenas sei que hoje seria impossível o surgimento de um Tim Maia.
Ô saudosismo besta. Escutemos esta semana Michael Jackson. Espero que os mais jovens sempre saibam que por trás de todo medalhão há um passado digno. Seja ele Fagner, Phil Collins ou Michael Jackson.
Ô saudosismo besta. Escutemos esta semana Michael Jackson. Espero que os mais jovens sempre saibam que por trás de todo medalhão há um passado digno. Seja ele Fagner, Phil Collins ou Michael Jackson.
Pra começar a brincadeira, Jackson Five e Lookin' Through The Windows. E, abaixo, I Want You Back.
Oferecido por
Gérri Rodrian
Assinar:
Postagens (Atom)





