Pais, amigos e parentes, todos a reclamar de mim, da minha ausência, do meu nunca telefonar - da pouca atenção que dou a todos. Dia após dia sou "condenado" por viver num certo isolamento, como se estivesse a cuidar de alguma universal tarefa. Tento-me explicar, chegar a alguma justificativa, alguma desculpa que me convença. Mas a verdade, além de outras verdades, é que não sou mesmo de visitar e procurar por pessoas, não obstante o meu apreço por elas.
Não se trata de uma auto-suficiência afetiva e muito menos de alguma arrogância insulflada (ou camuflada). Gosto de receber a todos em minha casa. Gosto da companhia alheia. Gosto de saber de cada um, como vai, o que anda a fazer. Mas, ora!, todos também me conhecem! Sempre souberam que minha cabeça vive a rodar, plena de confusas idéias, miragens e miragens. Sou um obcecado pelas palavras, pelos... Hum. Novamente me pego a procurar por justificativas.
O que me importa, além da conta, é estar a pensar, escrever, desenvolver quiméricos projetos. E todos jamais notaram a minha esquizofrenia, afinal de contas? Que se magoem comigo, eu chego a compreender. Mas que saibam, ao menos, que não sou um quase eremita por dar pouca importância àqueles que se importam comigo. Sou, assim, esquecido e aéreo, por pensar demais num punhado de imagens caleidoscópicas. Sou um sujeito de brincar bastante, que perde a hora de voltar ao mundo real e cheio de gente.
Ou seja: procurem por mim. Eu estarei sempre no mesmo lugar. Provavelmente a buscar pela lucidez.
Não se trata de uma auto-suficiência afetiva e muito menos de alguma arrogância insulflada (ou camuflada). Gosto de receber a todos em minha casa. Gosto da companhia alheia. Gosto de saber de cada um, como vai, o que anda a fazer. Mas, ora!, todos também me conhecem! Sempre souberam que minha cabeça vive a rodar, plena de confusas idéias, miragens e miragens. Sou um obcecado pelas palavras, pelos... Hum. Novamente me pego a procurar por justificativas.
O que me importa, além da conta, é estar a pensar, escrever, desenvolver quiméricos projetos. E todos jamais notaram a minha esquizofrenia, afinal de contas? Que se magoem comigo, eu chego a compreender. Mas que saibam, ao menos, que não sou um quase eremita por dar pouca importância àqueles que se importam comigo. Sou, assim, esquecido e aéreo, por pensar demais num punhado de imagens caleidoscópicas. Sou um sujeito de brincar bastante, que perde a hora de voltar ao mundo real e cheio de gente.
Ou seja: procurem por mim. Eu estarei sempre no mesmo lugar. Provavelmente a buscar pela lucidez.