quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Mais projeto.

Já que estamos aqui, nesta quinta-feira ensolarada, e nada surge de realmente novo para nos animar, vejamos mais duas obras de Alan Parsons Project. Em apresentação ao vivo, em 2004, Time e Sirius - num pequeno revival da banda, com vocais novos, uma vez que Alan Parsons aparenta ter perdido parte de sua voz. Aliás, vale sempre dizer que Parsons foi um genial engenheiro de som, tendo participado da produção de Abbey road e Dark side of the moon, pra ficar somente no óbvio. Ou seja, caro leitor, não se trata mesmo de nenhum bobo.


Projeto.

Ouçamos Don't Answer Me, do discreto grupo progressivo Alan Parsons Project. Discreto, sim. Mas muito bom. Tal qual o vídeo abaixo, em que cartoons tomam vida - coisa em moda naquela época em que a MTV surgia e crescia. Como diria um amigo: "Ó céus! se até a MTV se pauteriza, que nos restará!". Pois é, caro leitor. Hoje a MTV brasileira tem gente falando de mais e demais - quando é que se ouve música? Quando é que se vê Alan Parsons Project? Quando é que se vê um velho videoclipe? Ora, deveria alguém criar a MTV Cult - emissora que eu certamente acompanharia. Já devo ser muito velho para a adolescência na televisão brasileira.

A diretoria.


Em 1991, Ridley Scott lançava seu sétimo filme, Thelma & Louise, obra emblemática e importante para a sua cinebiografia. O filme, afinal, não me parece nenhuma maravilha. Mas traz Susan Sarandon e Geena Davis em comedidas atrapalhações mandando a vida à merda. Ninguém poderá negar que se trate de uma obra marcante e em total sintonia com o início da década de 90, em que as conquistas pela liberdade, fruto de árduas batalhas morais e ideológicas ao longo dos anos 60 e 70, resultaram também em inconveniente desapego.

Trata-se do suicídio coletivo mais famoso da história do cinema, numa obra que envelheceu ou perdeu muito de seu sentido... Ou não. Como escrevi há alguns dias, o sobe e desce dos entendimentos pode bem voltar a elevar Thelma & Louise a diferente status. Se pudermos, naturalmente, ignorar a trilha sonora deslocada e os bobos moralismos de personagens que jamais foram ou serão revolucionários, ambígüos ou subversivos. Apenas levemente tolos e incoerentes - tal qual a grande maioria da humanidade.