quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Mais projeto.
Projeto.
A diretoria.
Em 1991, Ridley Scott lançava seu sétimo filme, Thelma & Louise, obra emblemática e importante para a sua cinebiografia. O filme, afinal, não me parece nenhuma maravilha. Mas traz Susan Sarandon e Geena Davis em comedidas atrapalhações mandando a vida à merda. Ninguém poderá negar que se trate de uma obra marcante e em total sintonia com o início da década de 90, em que as conquistas pela liberdade, fruto de árduas batalhas morais e ideológicas ao longo dos anos 60 e 70, resultaram também em inconveniente desapego.
Trata-se do suicídio coletivo mais famoso da história do cinema, numa obra que envelheceu ou perdeu muito de seu sentido... Ou não. Como escrevi há alguns dias, o sobe e desce dos entendimentos pode bem voltar a elevar Thelma & Louise a diferente status. Se pudermos, naturalmente, ignorar a trilha sonora deslocada e os bobos moralismos de personagens que jamais foram ou serão revolucionários, ambígüos ou subversivos. Apenas levemente tolos e incoerentes - tal qual a grande maioria da humanidade.
