segunda-feira, agosto 06, 2007

Por um conceito de blog.

Há quem diga que ainda não temos idéia do que será a internet em algumas décadas, que a mídia é ainda nova, recém inventada. Dos blogs, então, não seria diferente a conclusão de que muito pouco se sabe sobre tão interessante atividade. Não é por acaso que blogs nascem e morrem com uma velocidade razoável e muitos renomados blogueiros passam - amiúde - por incertezas e dúvidas no momento de realizar alguma postagem e estruturar seu blog.

Cá no meu canto, não me considerando um nato blogueiro, tenho fé num conceito que vai na contramão dos mais afamados e visitados blogs deste país: não quero novidades, não quero propagar a febre do momento, não quero mostrar as fotos de moça nua que ainda está nas bancas de jornal. E, sobretudo, não espero ser popular: fazendo uma revisão de tudo o que postei durante um ano, estive em geral resgatando vídeos e músicas e imagens que não correm em todas as páginas, mesmo que jamais tivesse a intenção malígna de fazer beneficiência virtual. Não tenho mesmo este interesse: o mundo precisa de educação, é certo, mas não serei eu o educador. Sou lúcido demais para me transformar em lunático que ergue bandeira e luta por um ideal tão pouco compreensível.

E se alguém me pergunta, eu respondo: apenas não se regozija com a arte e a cultura quem não quer. Quem prefere outra coisa, pois bem. Lamento e mando boa-tarde. Só.

Assim, respondo mesmo uma pergunta que me fiz certa vez, numa inocência de me envergonhar. Hoje já não penso em divulgação, não penso em mandar e-mail, não penso em pedir visitação de amigos. Nada. Nem desejo ter contadores, mapeamentos do Google ou seja lá o que for. Eu me regozijo na simplicidade da quietude.

Se alguém passar por aqui, terei mais motivos para alguma alegria. Entretanto, não farei alarde. Não sigo mais em busca de um conceito.

Obs.: depois deste pequeno blá-blá-blá sem hora, justifico a postagem com Bruce Springsteen e a canção Brilliant Disguise.

A preguiça e o tempo de voltar.

Meus imaginados leitores, estou de volta. O que não deve significar muito, tendo-se em vista que para os meus imaginados leitores eu sempre estive por aqui. De qualquer maneira, senti-me saudoso de tantas postagens cuja finalidade única é a alegria dos leitores existentes em minha imaginação de profusão incerta. Não findei ainda com o meu segundo romance, mas estou certo que uma pausa lhe trará benefícios certos. Ora, é agosto e eu ando mesmo tomado de absoluta preguiça intelectual, desejando nada mais que alguns dias de calor e tempo ocioso para tocar algumas músicas do Bob Dylan, enquanto o mundo segue seu rumo.

Aliás, entre tanta vida pra viver e difíceis coisas para aprender, sonho eu com um universo paralelo em que trabalho por duas horas semanais e passo mais de dez horas diárias a cantar Girl of the north country e Mr. Tambourine Man e me entregar a esta deliciosa tarefa de fazer música no silêncio.

No entanto, mudei eu ou a minha disposição para um blog salvador da raça humana se desfez pelo caminho. Portanto, não prometo muito. Vou pisando leve, nada prometendo. Agora, ouçamos o tal Bob Dylan e a antológica Girl from north country.

terça-feira, julho 03, 2007

Outro chamado?

Nem acabei de voltar a esta tão aprazível tarefa e eis que agora recebi outro chamado. Comecei já a escrever outro romance. Menor, é verdade. Por dois meses estarei a me dedicar a uma nova obra. Sei lá o que será deste blog. Não sei. Mas o chamado chegou e eu jamais poderia ignorá-lo. Agradeço a compreensão de meus inexistentes leitores e quando chegar a hora, voltarei. Até.