segunda-feira, dezembro 23, 2024

Outro filho da fumaça

Cresce a família. Num complexo ano, em 2003, compus todo o álbum "Fumaça nos Olhos", que recebeu este nome pela faixa-título e por haver um cover de Smoke Gets in Your Eyes entre as faixas. Deste álbum, já estão publicas a meiga "Em Vão" e a incompreendida "O que diria a Nietzsche?".

Agora, minha visão para a ode n.º 11 de Horácio, "Carpe Diem", canção em latim para celebrar a vida e a poesia, composta em 3 de setembro de 2003, ganha sua publicação, em versão gravada e editada em desembro de 2024.





sábado, novembro 23, 2024

Enamorofobia (1 de 11)

 


"Saudade do Século" é a primeira canção publicada de "Enamorofobia", álbum querido de 1993, um disco de muitos hits mentais e poesia bruta e o sexto que eu finalizei. Esta versão de "Saudade do Século" foi gravada em janeiro de 2021. Cantei e toquei muito esta canção ao longo destes 32 anos. Outras canções deste álbum em breve estarão por aí, para os ouvidos de alguns privilegiados. 

A saudade do século

Alguém, por favor,

acabe com a saudade.

Eu suplico, leve daqui essa doença

que não me deixa pensar

nem criar

Tanta falta faz o seu sorriso, como a falta que o sorriso da plateia faz à noite do palhaço sem aplauso

E quando voltar

veja minhas lágrimas

sorrindo pelo meu rosto

Estou aqui a esperar que você volte

Me aperte, rasgue e me beije

e diga que nunca realmente foi embora 

e que nunca parou de gritar por mim

Alguém, por favor,

acabe com a saudade.

Eu suplico,

leve daqui essa doença

que não me deixa pensar

nem criar


Nenhuma anedota tem valor

Não divirto nada, estou sem graça,

as horas não se dispersam.

A cada segundo sem você

sou mais rabugento.

E quando voltar

veja minhas lágrimas

sorrindo pelo meu rosto

Estou aqui a esperar que você volte

Me aperte, rasgue e me beije

e diga que nunca realmente foi embora 

e que nunca parou de gritar por mim

6 de dezembro de 1992, Osasco

terça-feira, outubro 29, 2024

Lição de vida.

 



Tão belo quanto se conectar a alguém é sentir o desligamento de uma conexão que durou mais do que deveria. Vem em sopro, como uma ideia que se revela repentinamente.

Também é bom. Dependendo da raiva que se tem, dos contextos, pode ser maravilhoso. De repente, do nada, se perceber curado de uma paixão desastrosa, que custou um bom tempo de sua vida.

O mesmo quando a gente se livra de um vício, de uma sarna ou de uma dívida. Fiz esta canção para estes momentos, uma espécie de reza, para a devida libertação. 

Compus na primavera de 1995 e esta versão é produto de gravações ocorridas em 2024. Faz parte de "O folião", oitavo álbum que compus. Também deste álbum a querida Samba n.º 06.