sábado, setembro 16, 2006

Vá ao teatro.

Hoje faça algo bacana. Vá ao teatro. Mas nada daquelas peças caras, em teatros enormes e bem ajustados. Escolha algo menos visto. Há muito talento por aí. Mas há também alguma chance de ver algo um tanto ruim. Sempre há aqueles que não têm o menor respeito pelo povo que sai de casa, atravessa a cidade e se move para ver um espetáculo. Há três profissões que não permitiriam desleixo: dentista, padeiro e ator. O que infelizmente a gente encontra... E notem que nem digo de talento. Digo tão somente de respeito.

Como destaque desta semana, a publicação do texto Nada a Fazer Depois de um Bom Jantar. Drama urbano sobre a banalidade e a proliferação da violência miserável de São Paulo. A leitora amiga e o leitor marido deveriam ler o texto, brincando de atriz e ator, pensando, às vezes, como é mesmo desagradável viver com certo medo de andar pela madrugada, em busca daquela última dose...

E fim de papo.


Acaba a semana. Hoje o calor é dos mais estranho. Pois chove uma água gelada e o vento nos dá certos calafrios. Mas é calor. E o dia é realmente bom. Para fechar a semana, em que fiz elogios às curvas de Sophia Loren, apresento-lhes Debra Paget, atriz daqueles tempos de Elvis, tendo participado inclusive de Love me Tender. Diz a lenda que até deitou-se com Elvis. E certamente fez todas aquelas coisas com Elvis... Hum. Conheça a honrada moça num sítio com centenas de fotos em que o bom leitor e a elevada leitora podem obervar as curvas de uma moça que bem deve ter seduzido também alguns daqueles nossos velhos tios, que nos anos 50 se divertiam em sessões de cinema. Um tempo bom que não volta nunca mais.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Tempo de vestir vermelho.

Houve um tempo em que mesmo os sujeitos mais machões, aqueles duros de engolir, bravos toscos e amantes de violência e luta entre homens, como o judô, que nada mais é que... Bem, naqueles tempos havia The Smiths. O povo dançava rebolando feito fresco. Todos. Até os caras que jogavam de zagueiros lá nos times em que eu demonstrava toda a minha(in)habilidade para o desporto. Não eram fáceis aqueles tempos, sobretudo para um intelectual mirim e cabeçudo. A canção é o poema oitentista Heaven Knows I'm a Miserable Now. Aliás, apenas um pensamento de agora: The Smiths foram somente possíveis na Inglaterra. Um tipo de música impossível de ser desassociada daquele povo. Justo que eu considere que os Smiths sejam música regional. Tão identificada à sua gente está. Meio como Luiz Gonzaga e Adoniram Barbosa.