Termina a semana. E todos já sabem do arquivo. Clicando na revista (ao lado), podemos encontrar todo o conteúdo das dez semanas. Parece pouco ou parece muito? Já escrevi coisas das mais diversas. Postei duas músicas minhas, quatro dramas - um deles também em versão traduzida em espanhol, mais de sessenta canções alheias, poesias... ufa! Não houve até o momento qualquer vontade de silenciar um pouco.
Alguns iniciados talvez entendam a consideração seguinte: um sujeito que tem a Lua em conjunção com Júpiter, em Peixes, na terceira casa, em trígono com o Sol em Escorpião, que abre a décima casa, são sempre assim adoradores da palavra. Uns fetichistas do verbo.
sábado, setembro 23, 2006
Um cigarro para dois. Ou três.
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Gérri Rodrian
sexta-feira, setembro 22, 2006
Goze, sorrindo. Ande, devagar.
Há mulheres que jamais tiveram um orgasmo. Outras tiveram meia dúzia de orgasmos pálidos. Outras, pela natureza da mãe Vênus, dissimulam tanto que inventam um orgasmo cênico, feito "chega a sentir que é dor, a dor que deveras sente". E há aquelas que tem orgasmo que nem derruba corpo de mulher. Vem a todo instante mas nem faz arrepiar a pelugem dos braços. Infelizmente, tenho certeza, a culpa é quase toda dos homens (e eventualmente mulheres) que naquele instante deixam de lado certas obrigações. Faltam as palavras certas, bem erradas; faltam apertões daqueles que deixam a moça parecendo um travesseiro de plumas. Faltam um sei lá o quê de coisas. Ou falta mesmo é a mulher perder o medo.
Acho até que lhe falta gozar por outros cantos. E bem explico, assustado leitor: gozamos tanto pela vida, seja naquele gole de champanha francesa, seja naquela mordida num merengue cheio de morangos. Mas sente apenas quem repara os detalhes, vê com suavidade as partes pequeninas desta porra de vida. É preciso ter bons olhos, notar com precisão - e não apenas aquele reparar de olhos que olha sem ver.
Eu sou um gozador. Escorpiano gozador que nem vê hora e lugar. Hoje mesmo, enchi meu companheiro tocador de mp3 com praticamente todas as canções dos Beatles. Depois de deixar o local de trabalho, gozei a primeira vez quando saia do metrô. Era Please Please Me. Hum... Sinto ter feito uma cara de tonto, feliz feliz. Devo até ter dado um sorriso sem regra. Depois, quando descia as escadas na Barra Funda, era Michelle. Dentro do feio vagão de trem, foi a vez de No Reply. Saindo da estação, enquanto acendia um cigarro, We'll won't belong. Mais tarde um pouco, quase ao chegar em casa, Run for your life me deixou daquele jeito.
Quase fui atropelado quando ouvia Do you want to know a secret, tão absorto estava. A arte tem disso. Um poder, meu caro, que por algum tempo nos deixa levemente extasiados, naqueles instante achando o mundo perfeito. Muita mulher que não goza; muito homem que não goza - todos deveriam perceber os detalhes. Ver que tudo é simulacro de outro tudo. Que arte, poesia, natureza, palavra, sensação, embriaguez, podem ser fetiches que nos tornam leves, nos tornam sofisticados... pertos de um gozo que se espalha por tudo o que acharmos belo.
Acho até que lhe falta gozar por outros cantos. E bem explico, assustado leitor: gozamos tanto pela vida, seja naquele gole de champanha francesa, seja naquela mordida num merengue cheio de morangos. Mas sente apenas quem repara os detalhes, vê com suavidade as partes pequeninas desta porra de vida. É preciso ter bons olhos, notar com precisão - e não apenas aquele reparar de olhos que olha sem ver.
Eu sou um gozador. Escorpiano gozador que nem vê hora e lugar. Hoje mesmo, enchi meu companheiro tocador de mp3 com praticamente todas as canções dos Beatles. Depois de deixar o local de trabalho, gozei a primeira vez quando saia do metrô. Era Please Please Me. Hum... Sinto ter feito uma cara de tonto, feliz feliz. Devo até ter dado um sorriso sem regra. Depois, quando descia as escadas na Barra Funda, era Michelle. Dentro do feio vagão de trem, foi a vez de No Reply. Saindo da estação, enquanto acendia um cigarro, We'll won't belong. Mais tarde um pouco, quase ao chegar em casa, Run for your life me deixou daquele jeito.
Quase fui atropelado quando ouvia Do you want to know a secret, tão absorto estava. A arte tem disso. Um poder, meu caro, que por algum tempo nos deixa levemente extasiados, naqueles instante achando o mundo perfeito. Muita mulher que não goza; muito homem que não goza - todos deveriam perceber os detalhes. Ver que tudo é simulacro de outro tudo. Que arte, poesia, natureza, palavra, sensação, embriaguez, podem ser fetiches que nos tornam leves, nos tornam sofisticados... pertos de um gozo que se espalha por tudo o que acharmos belo.
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Gérri Rodrian
Grease!
Clássico absoluto, vemos John Travolta e a linda Olivia Newton-John, em Grease. Filme alegre, cheio de cores. E com grandes canções, compostas por aquele Barry Gibb, sujeito surpreendente que cantava e bordava nos Bee Gees, nos anos 70. A canção é You're the one that I want.
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Gérri Rodrian
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