sábado, outubro 28, 2006

Sábado.

A partir desta próxima semana, lançarei algumas charadas. E espero que alguns de meus leitores encaminhem a mim, também, algum mistério. Basta deixá-lo nos testemunhos. Nesta próxima segunda-feira, publicarei a primeira. De resto, pra variar, a preguiça não me permite refletir e tudo anda apenas num desejo absoluto por férias, praia e muito gelo.

sexta-feira, outubro 27, 2006

A Pornografia é fundamental. Erotismo é um eufemismo dos pudores.

Apesar de especialista e adorador da pornografia, não acho que este humilde blog seja o local para tão fortes imagens. Pois além da concorrência quase deslal, que os sítios especializados poderiam fazer, há leitores que andam por demais carentes... Seria quase um "maltrato". Há moços solitários e já desgastados de tanta rude masturbação e moças de bom-gosto que começam a ter os dedos finos... Bem, há pornografia que tem muita elegância, quase um pé na arte pictórica elevada do mundo contemporâneo. Quase. Pois ainda há o que se crescer parar merecer tão elevado status. E ainda é rara como estilo. A avassaladora produção do gênero ainda é estreitada em fórmulas apenas excitantes. Desassociada de qualquer outra apreensão, seja pela música, seja pela imagem.

Caetano Veloso, genial que é, poderia bem fazer a trilha sonora. Um pornô com trilha de Caetano Veloso seria no mínimo bom. A edição de Daniel Rezende, por exemplo, cujo trabalho em Cidade de Deus mereceu mesmo cada um de seus prêmios e indicações. A direção? Pena que Arnaldo Jabor tenha se tornado este chatíssimo comentarista político. Mas creio que Daniel Filho, com sua larga experiência em sacanagem, em qualquer sentido, certamente saberia o que fazer. Para o elenco não faltariam estrelas e nem creio que precise nomeá-las... Mas não vá pensar em nomes do tipo Rita Cadillac, por favor. Digo de mulheres cuja beleza é um verdadeiro crime, tais como Aline Moraes e Letícia Sabatella. Os homens, numa pornografia, mesmo a melhor delas, quase nem tem a menor importância, contanto que sejam homens e gostem do trabalho.

Bastaria, então, uma bela fotografia e um roteiro que não desrespeitasse a inteligência alheia. Que fosse tão simples quanto engenhoso, tão lascívo quanto provocante, tão explícito quanto lírico. E, ainda, tão sujo quanto limpo, claro, noturno, Baco e bacantes, elegante e assustador. E sem filosofia demais, como nalguns clássicos de Bertolucci, os quais podem e devem ser o que são, uma vez que são dramas e não pura e doce pornografia.

E deveria, afinal, ter um texto escrito por quem conhecesse Marquês de Sade, Ovídio e Laclos; que já tivesse ouvido e dito também tanta boa sordidez e, sobretudo, soubesse o quanto é bom ouvir aquela voz, a dizer em palavras simples tudo aquilo que o corpo, naquele instante, sente.

Para maiores de 18 anos, por favor, um exemplo de classe, neste vasto mundo sujo da rede mundial de computadores.

80, pois a canção 81 desaparece de mim.

A canção 81 desapareceu novamente de mim. O DVD em que ela se encontra está em lugar incerto e não sabido, conforme atestaria algum oficial de justiça. Nada que um compartilhador de arquivos qualquer não resolva tranqüilamente. Enquanto isso, mesmo contra meus princípios de ordem e progresso, ouçamos a canção a qual ocupa a 80ª colocação.

E creio até desnecessário comentar o óbvio. Qualquer sujeito deste mundo bem poderia confirmar esta canção eternizada pelo mestre Dick Farney. Quem jamais teve um caso, uma loura? Ah! Bendito hino.

Uma loura

Todos nós temos na vida
Um caso...
Uma loura...
Você, você também tem

Uma loura é um frasco de perfume
Que evapora...
É o aroma...
De uma pétala de flor

Espuma fervilhante de champagne
Numa taça muito branca de cristal
É um sonho....
Um poema...

Você já teve na vida
Um caso...
Uma loura...
Pois eu, eu tive também

Espuma fervilhante de champagne
Numa taça muito branca de cristal
É um sonho...
Um poema...

Você já teve na vida
Um caso...
Uma loura...
Pois eu, eu tive também!

(Hervé Cordovil)